domingo, 23 de julho de 2017

Anta de Nossa Senhora do Livramento


Ken and Nyetta




A Anta de São Brissos, construída entre o IV e o III milénio a.C., situa-se na freguesia de Santiago do Escoural, no concelho de Montemor-o-Novo (Alto Alaentejo).

A anta foi transformada em capela no século XVII e está caiada com as tradicionais cores do Alentejo, branco e azul. É conhecida como Anta de Nossa Senhora do Livramento ou Anta-Capela de Nossa Senhora do Livramento.

Local de romarias e peregrinações, era tradição na segunda-feira de Páscoa ir assistir-se à missa e depois comia-se o borrego nas imediações da capela, e na Quinta-feira da Ascensão depois de se apanhar a espiga, rumava-se à capela para a benzer e pedir boas colheitas.
Em anos de seca faziam-se procissões para pedir chuva.

Hoje em dia, para visitar o interior desta Anta/Capela é necessário marcar com antecedência,
através da Junta de Freguesia do Escoural.


A Lenda da Senhora do Livramento 


Diz a lenda que a Senhora do Livramento e São Brissos tiveram um filho, mas esta foi traída com a Senhora das Neves. Em anos de seca, os locais transportam a imagem de Nossa Senhora do Livramento para a Igreja de São Brissos colocando-a de costas voltadas para o Santo, seu ex-amor, deixando o seu filho na capela.

Como o menino ficava na Anta, a Senhora chorava de tristeza e as suas lágrimas eram transformadas em chuva.
A crença durou até um passado recente e agora é mais uma lenda.



São Brissos é um santo português, terá sido bispo em Évora e morto pelos romanos em 312, e a Santa do Livramento está associada à fertilidade. Desta relação terá resultado um menino que também está na anta-capela.



A Anta-Ermida de Nossa Senhora do Livramento está classificada como Imóvel de Interesse Público.

Está classificada pelo IGESPAR. É Monumento Nacional desde 1910.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Praia das Furnas - Encantos da Costa Alentejana!

João Cardoso


Localiza-se na margem sul do Mira, tendo como cenário de fundo as praias da Franquia e do Farol e parte de vila de Milfontes. Tem uma frente de mar e outra de rio, junto à foz do Mira, onde o areal é mais largo. A partir de Milfontes são dois os possíveis itinerários para lá chegar: pela ponte ou por intermédio de uma embarcação que, durante os meses de Verão, assegura a ligação entre as duas margens do rio. É uma praia concessionada, sendo a vigilância da sua competência.

Infra-estruturas de apoio – Praia das Furnas:
• Foi atribuída bandeira azul à Praia das Furnas, na zona frente ao rio, junto do apoio de praia Oásis;
• A zona frente ao rio, junto do apoio de praia Oásis foi classificada como "Praia Acessível" para cidadãos com mobilidade reduzida, pelo Instituto Nacional para a Reabilitação;
• Estacionamento;
• Aluguer de meios recreativos;
• Posto de primeiros socorros: assistência prestada pelos nadadores-salvadores.

Arraiolos dá as boas vindas aos visitantes com homenagem ao artesanato e às tapeteiras.

Municipio de Arraiolos




A vila de Arraiolos tem agora uma nova imagem na receção aos seus visitantes.
“Pontos que cruzam a nossa história”, é a frase que podemos ler, fazendo referência à arte mais distinta desta vila alentejana.
A rotunda apresenta, a larga escala, uma cadeira típica alentejana, com elementos relacionados ao tapete de Arraiolos, que  surgem em homenagem ao  artesanato e às  tapeteiras daquela vila Alentejana.




Parque Terra Nostra - um ex-líbris dos Açores


David Stanley

Há um jardim no Vale das Furnas há mais de duzentos anos. Do alto do Miradouro do Pico do Ferro percebe-se que não é propriamente um vale. É uma cratera, com 7 quilómetros de diâmetro, última memória de um vulcão há muito inativo.
Embora inicialmente ignorado pelos primeiros povoadores, o Vale das Furnas começou a ser popular no final do séc. XVIII, devido ao crescente interesse no uso de águas minerais para o tratamento de doenças como o reumatismo e a obesidade. As Furnas possuíam centenas de pequenas nascentes e cursos de água, todas com diferentes propriedades. O Parque Terra Nostra estava no centro desta magnífica hidrópole.


Tanque de Água Termal

História

O Tanque de Água Termal do Parque Terra Nostra é sem dúvida um ex-líbris dos Açores. Construido em 1780, pelas mãos de Thomas Hickling, o cônsul americano que idealizou o Parque Terra Nostra, o tanque começou por fazer parte do conjunto denomidado por Yankee Hall, a casa de férias de Hickling. Era então significativamente menor, mas era já composto pela “ilha” ao centro, e possuia uma ponte que a ligava à margem.
Só em 1935, com a recuperação do Parque, operada por Vasco Bensaude, o Tanque de Água termal seria aumentado, conhecendo aí a sua configuração final. Foi ainda guarnecido com cantaria permanecendo até aos nossos dias imutável, sofrendo apenas pequenas reparações de pormenor.


Propriedades

Sempre que alguém descreve a sua viagem aos Açores, surge invariavelmente o banho no Parque Terra Nostra como um dos momentos mais especiais. De facto, a nascente de água termal que alimenta o tanque, a uma temperatura entre os 35 e 40 graus celsius proporciona uma sensação de repouso e relaxamento como poucos sítios no Mundo.
A água, carregada de minerais essenciais, é uma das melhores formas de recuperar as energias e entrar em contato com a natureza mística que preenche o Parque Terra Nostra e o Vale das Furnas, e que marca todos os que os visitam, e que fazem questão de voltar ano após ano, procurando repetir a experiência única da imersão nas águas do Tanque Termal do Parque Terra Nostra.



Hugo Cadavez
No Parque Terra Nostra, poderá encontrar flora endémica dos Açores, mas também inúmeras plantas nativas de países com climas completamente distintos do existente nas Furnas. Esta adaptação é possível, em muito, graças à experiência de trabalho partilhada pela equipa de jardineiros do Parque Terra Nostra que conseguem adaptar, da forma mais ecológica possível, as condições existentes no Parque à realidade ocorrente nos países de onde as plantas são oriundas, obtendo-se assim excelentes resultados.
Num parque bicentenário, encontram-se, ao longo dos vários percursos possíveis, plantas em fases de crescimento muito distintas. É possível observar: árvores centenárias dos géneros Metrosideros e Araucaria, e espécies liriodendron tulipifera, Sequoias sempervirens, Quercus robur, Taxodium ascendens, Taxodium distichum, Eucalyptus globulus, Ginkgo biloba, entre outras; inúmeras espécies de porte arbóreo como por exemplo, os fetos arbóreos, os rhododendrons, as magnólias e as cameleiras; e ainda os mais diversos arbustos e flores, nomeadamente as azáleas, as hydrangeas, as clívias, os jarros, da Família Araceae, e inúmeras outras espécies que contribuem com suas cores, formas e hábitos de crescimento, para que o parque seja um jardim agradável e aprazível de frequentar em qualquer altura do ano.
Nas últimas duas décadas, o parque tem vindo a enriquecer, ainda mais, o seu património botânico com a aquisição de novas espécies vegetais. Esta constante preocupação em diversificar para enriquecer a flora existente levou a que, atualmente, o parque possua grandes coleções e jardins com plantas de importante valor histórico e cultural. Estas coleções e jardins são, designadamente, a Coleção de Fetos (com cerca de 300 exemplares, de diferentes espécies, variedades e cultivares), a Coleção de Cycadales (com 85 exemplares, de diferentes espécies e subespécies), a Coleção de Camélias (com mais de 600 exemplares, de diferentes espécies e cultivares), o Jardim da Flora Endémica e Nativa dos Açores (onde estão reunidos alguns exemplares das principais plantas endémicas da ilha de São Miguel) e, por fim, o Jardim de Vireyas – Rhododendrons da Malásia, com exemplares em tons branco, laranja, rosa, salmão e vermelho.
Recentemente, em 2010, e para beneficiar uma área até então desaproveitada, foi construído ao lado do jardim das plantas endémicas e nativas dos Açores, um novo espaço com o intuito de receber a mais recente coleção do parque – a de Bromeliáceas (plantas da Família Bromeliaceae).
Esta coleção ainda se encontra em fase de experimentação. As plantas estão a ambientar-se às condições edafoclimáticas existentes. No entanto, o novo jardim já conta com cerca de 100 bromélias distintas, algumas delas dispostas sobre as magníficas raízes de algumas árvores existentes, conhecidas vulgarmente por “Til”, de nome científico Ocotea foentes.
Novos projetos continuam em desenvolvimento de modo a garantir a conservação deste ambiente único, nomeadamente a criação de um jardim de Bambus e a criação de um lago artificial, ao ar livre, que acolherá a Victoria cruziana Orb., uma planta aquática da Família Nymphaeaceae, originária do Norte da Argentina, Paraguai, Brasil e Bolívia.
Esta espécie de planta é um nenúfar gigante, que se torna original e fascinante graças à morfologia das suas folhas (fazem lembrar autênticas formas de tarte) que podem alcançar mais de 1 m de diâmetro. As suas flores adquirem várias tonalidades e formas durante o seu ciclo de vida, beleza rara e que sobrevive apenas 48h.
O Parque Terra Nostra, encerra hoje em dia, uma das mais notáveis coleções do mundo de camélias, com mais de 600 exemplares, de diferentes espécies e cultivares, e também, se não a maior coleção, certamente uma das maiores coleções da Europa de Cycadales.
Em 2010 já foi possível observar a Victoria cruziana no Parque Terra Nostra, que se tornou assim, um dos únicos jardins de Portugal a possuir esta planta ao ar livre.
A grandiosidade e beleza ímpar do Parque deve-se sobretudo à constante ação dinâmica da Família proprietária, nomeadamente nas pessoas de Patrícia e Joaquim Bensaude.
É, efetivamente, a enorme preocupação e ansejo em preservar a majestosa beleza do Parque que move esta Família em envidar recursos na perpetuação deste património na história duma ilha que acolhe no seu seio esta referência paisagística, ponto obrigatório no roteiro turístico dos Açores.



putneymark



Texto adaptado http://www.parqueterranostra.com/pt

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Praia da Zambujeira do Mar - desfrute de momentos de verdadeira descontracção em contacto com a natureza no seu estado mais puro.

Filipe Fortes

Recortada numa alta falésia é um dos destinos turísticos mais procurados da zona. Tal como todas as outras, é ladeada por pequenas praias, tanto a norte como a sul, constituindo óptimos refúgios para quem quiser evitar a agitação das praias principais e desfrutar de momentos de verdadeira descontracção e contacto com a natureza no seu estado mais puro. É uma praia vigiada, com boas condições para a prática de surf e bodyboard.

Infra-estruturas de apoio – Praia da Zambujeira:
• Foi classificada como "Praia Acessível" para cidadãos com mobilidade reduzida, pelo Instituto Nacional para a Reabilitação;
• Estacionamento;
• Posto de primeiros socorros: assistência prestada pelos nadadores-salvadores e no posto de atendimento da Cruz Vermelha.

 N 37º 31' 28,62'' ,W 8º 47' 7,34''

terça-feira, 18 de julho de 2017

Mina de São Domingos, Mértola

@Iolanda Pereira




Terra de contrastes, a singularidade da localidade da Mina de S.Domingos não deixa indiferente o olhar de quem por aqui passa. Ao cenário idílico das águas calmas e límpidas da Tapada Grande, convite aberto a um mergulho nos dias de calor; contrapõe-se a paisagem quase apocalíptica do antigo complexo mineiro: ruínas, restos de maquinaria pesada, uma linha-férrea desactivada e zonas áridas, estéreis de qualquer vestígio de vida. A visita é obrigatória, e uma vez aqui, enquanto calcorreia as vielas e os caminhos da antiga rota do minério, experiencie a memória viva das gentes que aqui trabalharam.



@Rosino





@mi)


@blackaddah


Texto adaptada daqui

Praia Fluvial de Loriga - “Praia de Ouro” e “Bandeira Azul”

@vanessa lollipop


Localizada num contexto ambiental de excelência, atribuído pelo Parque Natural da Serra da Estrela, a Praia Fluvial de Loriga é um santuário para os amantes da natureza, do ambiente, da calma e da serenidade, onde ainda são visíveis os vestígios deixados pelo glaciar que abriu o Vale de Loriga.
Situada no curso da Ribeira de Loriga, que nasce no planalto superior da serra da Estrela, a praia fluvial de Loriga distingue-se por ser a única praia portuguesa situada num vale glaciário e pelas suas águas puras e cristalinas, muito procuradas e apreciadas por banhistas e cuja qualidade tem sido atestada pela atribuição do galardão de ouro, uma menção atribuída pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. Esta praia foi também umas das finalistas das “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, na categoria de Praias Fluviais.
O relevo acidentado e o valor ambiental da paisagem envolvente determinam uma elevada aptidão para a prática de atividades de aventura, desportos de natureza ou pedestrianismo.
Como a própria Praia, também os socalcos e a sua complexa rede de irrigação, uma obra construída ao longo de centenas de anos e que transformou um vale rochoso num vale fértil, são um verdadeiro ex-libris, uma obra que ainda hoje marca a paisagem, fazendo parte do património histórico da vila de Loriga.


Como chegar

A partir de Seia, seguir para sudoeste, para São Romão (EN231), em direção a Loriga; passados cerca de 17 km, já em Loriga, continuar, cerca de 1 km, pela EN231 em direção a Alvoco da Serra.
Coordenadas Lat. 40° 19' 38.11" N (40.327253) Long. 7° 40' 42.48" W (-7.678467)
Morada
EN 231
6270-080 Loriga

Infraestruturas

Balneários, wc, bar, parque de merendas, parque infantil, posto de turismo nas mediações.




Almeida - Uma vila portuguesa carregada de história...




Vila e sede de concelho, Almeida tem uma gloriosa história. O nome da antiga “cabeça militar de toda a província da Beira”, de origem árabe, filia-se na situação planáltica que tem. Terá tido o nome de Talmeida e de Alameda. Talmeida ficaria no lugar conhecido por Enchido da Sarça.
Com o seu perímetro abaluartado em forma de estrela, de doze pontas, Almeida era a mais importante praça-forte da fronteira entre o Tejo e o Douro, guardando as terras de Riba-Côa entre Vilar Formoso e Castelo Rodrigo. Fortaleza praticamente inexpugnável até há um século, desempenhou importante papel em várias épocas da história de Portugal, nomeadamente durante a crise de 1383-85, as guerras da Restauração e as invasões francesas. O destaque maior vai para Junho de 1663, quando do cerco castelhano comandado pelo duque de Osuna, de tal ordem que o feito se encontra inscrito no obelisco da Praça dos Restauradores, em Lisboa. Também no Arco do Triunfo, em Paris, o nome de Almeida está gravado.
As origens de Almeida não estão ainda suficientemente estudadas mas crê-se que a fixação humana tenha acontecido durante o domínio romano. Os muçulmanos conheceram-na. Na “Crónica dos Godos” já se fala dela a propósito das conquistas feitas aos mouros no tempo de Fernando Magno: “Na era de 1307 (ano de 1039) se ganharam aos mouros muitas povoações da Estremadura d'aquém e d'além por Vilar Torpim, Almeida e Idanha até às margens do Tejo”.
Há discordância quanto às datas das mudanças de mão que sofreu na fase obscura da Reconquista. Segundo o espanhol Zaapter, teria sido tomada aos mouros pelos monges leoneses de S. Julião de Pereiro. Frei Bernardo de Brito, por seu lado, diz que a conquistou D. Sancho I, ainda em vida do pai, D. Afonso Henriques, que se teria perdido em seguida e recuperado de novo por volta de 1208, por esforço de Paio Guterres. Alexandre Herculano admitiu que toda a zona transcudana, incluindo Almeida, tenha sido leonesa até fins do século XIII.
Sem qualquer dúvida histórica é a tomada da povoação por D. Dinis, no ano de 1296. Encontrando-a muito danificada resolveu o monarca deslocar a praça para o sítio actual, fazendo novo castelo, povoando-o e dando-lhe o primeiro foral, obtendo a confirmação da posse pelo Tratado de Alcanizes no ano seguinte.
Durante a crise dinástica criada pela morte de D. Fernando, a vila esteve do lado de Castela, tendo sido duramente sitiada até ser reconquistada por D. João I. É a época do início do desenvolvimento do burgo. E cinquenta anos depois dá-se aqui o estabelecimento da comuna hebraica por judeus expulsos de Espanha pelos reis católicos, Fernando e Isabel. Em 1474, estes soberanos declararam guerra contra Portugal e prometeram Almeida a Rodrigo Cortez, vizinho de Ávila, logo que ele a conquistasse.
D. Manuel I ampliou as defesas da praça, reconstruindo-a quase completamente e, segundo Sousa Viterbo, o Venturoso nomeou o próprio arquitecto da Batalha, Mateus Fernandes, para superintender às obras. Empenhado que estava em reforçar o poder defensivo das vilas fronteiriças, o soberano concedeu foral novo a Almeida, em 1 de Junho de 1510. Mas o castelo iria cair em ruínas durante o período dos Filipes, devido à política de abater fronteiras, concebida por esses reis.
É após 1640 que começam as obras de fortificação moderna de traçado abaluartado, segundo concepção de Antoine Deville. Durante a guerra da Restauração foi considerada a verdadeira chave de segurança da província da Beira, sem que nunca o inimigo a conseguisse tomar. E a partir da batalha de 2 de Junho de 1663 passou a ser o grande baluarte português da defesa fronteiriça. Mas não para sempre, pois foi perdida durante a Guerra dos Sete Anos e só regressou à lusa pátria em 1763.
Durante as invasões francesas, Almeida foi ocupada várias vezes. Em 26 de Agosto de 1810, as tropas francesas de Massena apoderaram-se da fortaleza, depois de um cerco, durante o qual o castelo explodiu devido à imprevidência de um soldado português que fez o paiol ir pelos ares. A guarnição capitulou, assinando os termos dessa capitulação perante o general francês na Casa da Guarda, às portas de S. Francisco, hoje pacífico e útil posto local de turismo. No decurso da guerra civil, Almeida transitou entre absolutistas e liberais, servindo as Casamatas de prisão. Em 1927, a praça perdeu definitivamente a actividade militar, com a partida do último esquadrão de cavalaria.
Mas ficou Almeida com as suas muralhas, classificadas como monumento nacional, e as três portas de acesso à praça, abertas em túnel e abobadadas, sendo a de S. Francisco uma obra-prima de bom gosto.
Admirável é também o antigo quartel de artilharia e cadeia, edifício setecentista em estilo joanino, onde está instalada a Câmara Municipal. A Igreja da Misericórdia, seiscentista, com um belo portal clássico e a igreja matriz, com três naves e diversos altares, são dois belos templos. Verdadeiramente notável é, no seu conjunto, todo o acervo patrimonial da histórica e nobre vila de Almeida.


@ Frayle


@ Ricardo Paiva

@ Frayle   

@ Frayle


@ Frayle


Topónimo

  • O topónimo "Almeida" deriva do árabe "al maida", que significa "outeiro". É este topónimo a origem do actual apelido. Terá tido o nome de Talmeida e de Alameda. Talmeida ficaria no lugar conhecido por Enchido da Sarça.


Património

Património Classificado:

  • Muralhas da Praça de Almeida (Decreto Lei N.º 14/985 de 03/02/1928 e Decreto N.º 28/536 de 22/02/1938, Z.P. - D.G., 2.ª Série, n.º 97 de 24/04/1962) - séc. XVII e XVIII

Património Edificado:

  • Portas Duplas  de S. Francisco ou da Cruz - Intramuros / séc. XVII
  • Casa Nobre da Rua do Poço - Intramuros / séc. XVII / XVIII (Conjectural)
  • Casamatas - Intramuros / séc. XVII / XVIII (Conjectural)
  • Casa da Roda dos Expostos - Intramuros / séc. XIX (1843)
  • Praça Alta do Baluarte de St.ª Bárbara - Intramuros / séc. XVII e XVIII (conjectural)
  • Hospital do Sangue no Revelim Doble - Intramuros / séc. XVIII (conjectural)
  • Paiol e Casa da Guarda do Revelim de St.ª Bárbara -Intramuros / séc. XIX
  • Picadeiro D'el Rey (séc. XX) - Intramuros / Antigo Trem de Artilharia (séc. XVII)
  • Portas Duplas de St.º António - Intramuros / séc. XVII
  • Ruínas do Castelo Almeida (séc. XIX) - Intramuros / Período Medieval (sécs. XI / XIII / XVI) / Moderno (1695)
  • Torre do Relógio - Intramuros / séc. XIX (1830)
  • Casa Brasonada Brigadeiro Vicente Delgado Freire - Intramuros / séc. XVIII / XIX
  • Casa do Marchal de Campo Manuel Leitão de Carvalho – Intramuros / Fins do séc. XVII / 1.º Quartel do séc. XVIII
  • Casa António Pereira Fontão Júnior – Intramuros / séc. XVIII
  • Casa João Dantas da Cunha – Intramuros / séc. XVIII (1769)
  • Casa Judaica Quinhentista da Rua do Arco – Intramuros / séc. XVI
  • Câmara Municipal – Intramuros / Antigo Corpo da Guarda Principal (séc. XVIII – 1791)
  • Palácio da Justiça – Intramuros / Antiga Vedoria e Casa dos Governadores (séc. XVII / XVIII)
  • Quartel das Esquadras – Intramuros / séc. XVIII (1736-1750)
  • Ponte Grande sobre o Rio Côa – Rural / séc. XVII (conjectural)
  • Fonte dos Frades – Periurbano / séc. XVII (conjectural)
  • Fonte da Trigueira – Periurbano /séc. XVII (conjectural)
  • Fonte da Tasqueira – Periurbano /séc. XVIII (conjectural)
  • Fonte do Arrabalde S. Francisco – Periurbano / séc. XVII

Património Religioso:

  • Igreja Matriz (Sec. XIX) – Intramuros / Capela do Antigo Convento de N. Sr.ª do Loreto (séc. XVI) / Quartel e Hospital Militar (séc. XVIII)
  • Igreja da Misericórdia – Intramuros / Maneirista (séc.XVII)
  • Capela do Convento das Barca – Rural / Barroca (XVIII)
  • Passos da “Via-sacra” – Intramuros / séc. XIX
Património Arqueológico e Etnográfico:

  • Pedregais ou Enchido da Sarça – Rural / Período Romano
  • Pombais e Moinhos do Rio Côa

Património Natural e Lazer:

  • Estação Termal de Almeida - Fonte de  Santa no Rio Côa
  • Paisagem e Biótipos do Rio Côa
  • Praia Fluvial das Comportas e da Fonte Santa no Rio Côa
  
Outros Locais de Interesse Turístico


  • Museu Militar
  • Centro de Estudos de Arquitéctura Militar 
Tradições

Festas e Romarias


  • Comemorações do Cerco de Almeida (Agosto)
  • Festa de Nossa Senhora das Neves (Agosto)
  • Festa do Senhor da Barca (Domingo de Pentecostes)
  • Feriado Municipal (2 Julho)
Feiras

  • Feira Nova (1 Setembro)
  • Mercado Mensal (dias 8 e último Sábado de cada mês)
Gastronomia

  • Cozido à Portuguesa
  • Cabrito e Borrego Assado
  • Arroz de lebre
  • Coelho à caçador
  • Bola doce
  • Queijo
Artesanato

  • Cadeiras revestidas com junco
  • Tecelagem
  • Queijo
  • Bordados
  • Rendas

Actividades Económicas

  • Agricultura
  • Pecuária
  • Comércio
  • Construção civil

Fauna

  • Javali
  • Coelho
  • Lebre
  • Raposa

Flora

  • Carvalho
  • Azinheira
  • Sobreiro
  • Pinheiro
  • Giesta
 
Cursos de Água

  • Rio Côa